Em Gravataí, a gente já pegou obra onde a escavação para um subsolo em zona de aterro antigo revelou fluxo d'água totalmente diferente do que o modelo de gabinete previa. O engenheiro da obra estava com o relógio correndo e precisava de um dado confiável para dimensionar o rebaixamento do lençol. Montamos o ensaio Lefranc no mesmo dia, com carga constante em dois níveis dentro do mesmo furo de sondagem, e entregamos o coeficiente de permeabilidade antes do fim da tarde. A condutividade hidráulica real do terreno muda tudo no projeto de drenagem e contenção, e a cidade, com seus depósitos aluvionares na bacia do Rio Gravataí e morros graníticos a leste, exige esse cuidado local. Para caracterizar a resistência do solo antes da escavação, muitas vezes combinamos o ensaio com o ensaio CPT e obtemos um perfil contínuo sem perturbar a amostra.
Um Lugeon bem executado em rocha fraturada de Gravataí entrega a permeabilidade real do maciço, não a de um testemunho de sondagem.
Características do serviço em Gravataí

Condições geotécnicas locais em Gravataí
A planície aluvionar do Rio Gravataí, com sedimentos quaternários arenosos e argilosos, pode apresentar gradientes hidráulicos elevados em períodos de cheia, mudando completamente o regime de poropressões no subsolo. Ignorar a permeabilidade in situ nesse cenário leva a subdimensionamento de sistemas de rebaixamento — e a gente já viu canteiro alagado com bomba trabalhando 24 horas porque o coeficiente adotado era de literatura, não de campo. Nos morros do leste da cidade, a rocha sã aparece rasa, mas com fraturamento tectônico que pode comunicar aquíferos suspensos. Um Lugeon executado sem obturador bem posicionado desvia fluxo pelo anular e falseia os valores. O risco aquífero em Gravataí é real, e o dado de permeabilidade precisa vir de ensaio executado por técnico que conhece a geologia local.
Nossos serviços
Os ensaios de permeabilidade em Gravataí são executados por nossa equipe de campo com equipamento calibrado e conhecimento das formações geológicas do Escudo Sul-Rio-Grandense. Cada método é selecionado conforme o tipo de material encontrado na sondagem.
Lefranc em Solo
Executamos o ensaio com carga constante ou variável em furos de sondagem mista. O bulbo filtrante é isolado com areia graduada e bentonita, medindo vazão estabilizada com precisão de 0,1 litro.
Lugeon em Rocha
Aplicamos cinco patamares de pressão máxima definida pelo nível d'água e profundidade do trecho ensaiado. O obturador pneumático simples ou duplo isola o segmento de rocha fraturada.
Determinação do NA
Monitoramos o nível d'água nos furos por pelo menos 12 horas após a perfuração, ou até estabilização completa, para referenciar corretamente a carga hidráulica do ensaio.
Relatório Técnico
Entregamos o coeficiente de permeabilidade (k) em m/s para cada trecho, gráficos de vazão versus tempo e pressão, classificação do maciço rochoso segundo Houlsby e ART do engenheiro responsável.
Perguntas e respostas
Qual o custo de um ensaio Lefranc ou Lugeon em Gravataí?
O investimento para ensaios de permeabilidade in situ em Gravataí fica na faixa de R$1.410 a R$2.560 por ponto, dependendo da profundidade do trecho, número de patamares de pressão no Lugeon e logística de acesso ao furo.
Quando devo optar pelo Lugeon em vez do Lefranc?
O Lugeon é específico para maciço rochoso fraturado, onde a permeabilidade é controlada por descontinuidades. Quando a sondagem rotativa aponta RQD abaixo de 50% e o nível d'água está dentro da rocha, o Lugeon é o método indicado. Para solo acima da rocha, o Lefranc resolve.
O ensaio pode ser feito no mesmo furo da sondagem SPT?
Sim, é prática comum em Gravataí executar o Lefranc no mesmo furo da sondagem à percussão, desde que o revestimento esteja íntegro e o trecho ensaiado seja isolado adequadamente com selo de bentonita. Para Lugeon, o furo precisa ser rotativo, geralmente em diâmetro NQ ou NX.